sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Optimismo

Para que neste ano, independentemente do que o espaço social nos reserva a vários níveis (o que, certamente, não se avista nada de muito positivo), consigamos nós, no nosso espaço pessoal, como indivíduo único que somos, expressar ideias, sentimentos, sensações, vontades... e viver tudo isso!

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Para quê negar ou fugir do que sentimos, do que queremos, dos nossos desejos e fantasias, se amanhã já cá não estamos?

Se o fizer (negar ou fugir), quando morrer, vou pensar:
"Por que não vivi o que quis? Nem sequer tentei!"

O mais engraçado, ironicamente falando, é que nesse dia, quando morrer, simplesmente não vou mais pensar.
(Mas, na verdade, não morri, tão simplesmente transformei-me, não me perdi, o Mundo não me perdeu, simplesmente transformou-me.)
Mas também, com o medo vivi insegura e com a insegurança com medo não vivi.
Não fui feliz nos momentos onde poderia ter saltado e agarrado o meu desejo, o meu querer. E também, na memória dos que cá ficam, eu não ficarei, porque me calei.

Por que não amar o que queremos, quem queremos, ou pelo menos tentar?,
Sentir o dia em que vivemos e não aquele em que não vamos mais pensar?

1/1/2009

Margarida Marques

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Que se tire uma visão positiva não só deste texto bem como do novo ano que se avizinha, no sentido de nos tornarmo-nos um melhor Ser para nós próprios sem nunca esquecer o outro que nos rodeia.
Feliz Ano 2009! :)

sábado, 27 de setembro de 2008

A Ilha

Recentemente fiz uma viagem.
Uma viagem até um pequeno Paraíso existente no meio do Atlântico. Onde as águas são frias e as correntes são fortes. Onde a riqueza piscatória é vasta e a beleza terrestre é infinita. Onde as águas férreas derivam do poder inesgotável de vulcões existentes já há milhares de anos, onde as pessoas nos recebem de braços abertos. Onde comemos ananás e não abacaxi. Onde o ar é puro e se coze comida aproveitando o vapor vindo dos pontos quentes da profundidade da terra...

Neste local temos voltade de acordar cedo, viver paixões, simplesmente estar sozinho, explorar a vida.

S. Miguel: a ilha!
Cheguei sozinha. De malas às costas peguei num mapa, colorido com estradas transitórias e linhas indicadoras dos caminhos pedestre. Fui recebida por uma amiga, porque para uma grande aventura é necessário estarmos bem equipados e acompanhados.

Não perdi tempo. Coloquei os ténis e facilmente vasculhei aquela cidade chamada Ponta Delgada. Facilmente entendi a razão porque muitos a chamam "ilha dos amores". Porque simplesmente aquele local é apaixonante, as pessoas são amistosas, a areia é quente, vulcânica, os churrascos estendem-se a noite adentro, o céu azul funde-se com a o luar branco à noite, que se espelha sobre o mar negro.
Porque aquele sítio é louco, mágico, imprudente.
A serenidade daqueles aqueles montes virgens, avistados desde a lagoa das Sete Cidades até ao Nordeste, eram, de facto, uma tela digna de ser pintada por um pintor inspirado. Aquelas brincadeiras, canções, paragens pra beber qualquer coisa... que levávamos no carro durante as saídas e também os acampamentos, não me saem da memória.



Liberdade? Sim! É a palavra que recordo e menciono com todas as minhas forças.

Liberdade para Amar. Liberdade para apreciar a vida. Liberdade para Plantar. Liberdade para Colher. Liberdade para Voar. Liberdade para conhecer novos mundos, novas histórias. Liberdade para uma nova aventura que sendo vivida todos os dias, cada esse era diferente...
No Faial, a Semana do Mar. No Pico, aquelas vinhas e casinhas de pedra, escaladas pela montanha, a força do mar, ondas fortes, piscinas naturais, com cardumes de peixes mesmo amaixo dos nossos pés. Em São Jorge, grandes pastagens com vaquinhas malhadas de branco e preto, acampamentos, jogos de cartas..praia! Na Terceira, surfistas, música, prazeres momentâneos e touradas de rua. Em Santa Maria, areia branca, aquele belo festival de Verão, a Maré de Agosto, praia a perder de vista. Escaldões! Risos.

Pois é: com armas e bagagens viajei por várias ilhas do Arquipélago dos Açores. Para descobrir o mundo, o meu mundo. Para descobrir a vida e tudo o que ela nos tem para oferecer. Para lembrar velhas emoções, um chamamento telúrico para a terra que nos formou, misturado com os pensamentos de quem é jovem e só quer desfrutar a vida ao máximo. Sonhos, promessas cravadas numa árvore. Para me sentir viva, em cada dia uma nova aventura.. Saudades!


Senta-te, fecha os olhos e imagina. Um local onde és tu, quem amas, onde tudo o que te rodeia é perfeito. Tudo é o que queres e sempre quiseste. Onde tudo é: infinitamente azul.....

domingo, 31 de agosto de 2008














Quando perdes o teu autocontrolo,
Quando pensas que o teu próprio mundo te nega:
Tudo o que tens de fazer é sorrir!

Sorrir, sorrir, sorrir!
Sorrir até que te faças vir!
Vir de desejos,
Vir de emoções,
Vir de paixões,
Vir de calor,
Vir de amor,
Vir de amizade,
Vir de alegria,
Vir de felicidade,
Vir de harmonia!
Tudo quanto queres te alcançará,
Um novo Mundo se despertará!

M

(Escrito a 26/11/2007)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008


Porque tudo quanto é vida vive como um círculo, onde o nascer e o morrer são ambos o começo e o fim.
O começo de uma história por desvendar, por descobrir, com muitos caminhos a percorrer e tantos outros por abrir e descrever.
Será uma história feliz? ou o seu oposto?

Eu não sei. Tu não sabes. Nenhum de nós sabe!

Assim como um círculo, não sei qual será a sua curva descendente e a ascendente; na vida, onde está o sol e a lua, o dia e a noite, o calor e o frio, o amor e o ódio... e tantos outros contrastes que se podem experimentar!

Exactamente no mesmo ponto; o início e o fim!

Tudo porque o fim desenhará o novo início de tantas outras histórias com um raio de duração menor ou maior.

Infinitas são as cores de sentimentos que te podem evadir, infinitas são as escolhas que podes ser, infinitas são as personagens que podes escolher.
E assim, um dia podes escrever infinitamente azul e noutro infinitamente...

M